Eu levei mais ou menos de um a um mês e meio lendo A Função do Orgasmo. Fui devagar,com calma: devagarinho. As vezes a minha cabeça doía com as informações científicas e eu tinha de parar durante algum tempo com a intenção de respirar e digerir o que já havia lido até ali. Mas a cada parte do livro vencida eu ia me sentindo contente em conhecer um pouco mais a pesquisa do autor. Uma alma profunda, o Reich. Admirável, digamos. Mas o cerne de tudo, o qual eu não vou contar, claro, é percorrer todo o processo para chegar ao último sub-capítulo e principalmente ao último paragráfo do livro. Dois presentes ao meu coração. Aliás, um merecimento a qualquer um que acreditar e quiser chegar ao fim dessa obra sublime que tanto acrescenta ao ser humano que se permita a desvendar um pouco mais dos mistérios do si interior em passos direcionados ao Universo.
Todos somos passarinhos construindo caminhos e ninhos. Transformando sempre o lugar onde estamos. Nunca estamos parados.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não dá pra ficar pensando...
Quantas gotinhas miúdas de água misturadas ao sal tem o mar da Barra quando todas elas estão dançando nos seus olhos.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Estou construindo um templo. Tijolo por tijolo. Bem devagar. Busco formas, jeitos. As vezes sou acometido por tempestades. Mas a única coisa que eu não paro é de colocar uma pedra em cima da outra. Vem dias de chuva e em outros o sol me visita trazendo alguns passarinhos que cantam nos meus ombros. Cantam tão bonito que me trazem um pouco de fé. A solidão também me visita e eu tenho muito medo dela. Outono, verão, inverno e primavera. Eu não sei se a ordem está certa, eu só sei que continuo fazendo a forma de algo e ouço uma voz dos céus dizendo: não pare que está ficando bonito.
Poema do dia presente
É preciso ficar no lugar
E fincar a raiz no chão.
Pisar na terra,
Plantar a semente
Para só depois voar.
É precisar estar na terra
E não se apressar.
É preciso criar o filho
É preciso cuidar das asas
É preciso saber voar
Para não se molhar.
É preciso de ser inteiro
Porque quem é meio
Não sai todo do piso
E em piso quebrado
Não dá pra pisar.
É preciso ser paraíso
Para receber o anjo
Dos mais bonitos
Que Deus vai mandar.
Cuida da sua plantação
Planta, rega, colhe.
Não corre, meu filho.
Esteja firme nas metas
Os objetivos estão aqui
Não tenha pressa.
Todo passarinho
Precisa de espaço
Para poder levantar vôo.
E fincar a raiz no chão.
Pisar na terra,
Plantar a semente
Para só depois voar.
É precisar estar na terra
E não se apressar.
É preciso criar o filho
É preciso cuidar das asas
É preciso saber voar
Para não se molhar.
É preciso de ser inteiro
Porque quem é meio
Não sai todo do piso
E em piso quebrado
Não dá pra pisar.
É preciso ser paraíso
Para receber o anjo
Dos mais bonitos
Que Deus vai mandar.
Cuida da sua plantação
Planta, rega, colhe.
Não corre, meu filho.
Esteja firme nas metas
Os objetivos estão aqui
Não tenha pressa.
Todo passarinho
Precisa de espaço
Para poder levantar vôo.
Sente aqui.
Disse. Eu.
Ela olhou
De cima a baixo
Sem entender a metade
Mas obedeceu.
De repente
Não menos que de repente
Um beijo leve.
Um toque.
Repentino
E sem febre.
Ele a beijou.
Ela o sentiu.
Depois do toque
Tão terno
Olharam-se
Agora transformados.
Transtornados
Mas vivos.
Pronto, pode voar
Passarinha
Mas me guarda
Para sempre
No seu ninho.
Disse. Eu.
Ela olhou
De cima a baixo
Sem entender a metade
Mas obedeceu.
De repente
Não menos que de repente
Um beijo leve.
Um toque.
Repentino
E sem febre.
Ele a beijou.
Ela o sentiu.
Depois do toque
Tão terno
Olharam-se
Agora transformados.
Transtornados
Mas vivos.
Pronto, pode voar
Passarinha
Mas me guarda
Para sempre
No seu ninho.
O meu coração
É a terra do zé ninguém.
Não é um deserto.
Nenhum coração é
Por mais que pareça cru.
O meu coração
É uma selva densa
Cheia de árvores
Altas e profundas
Que fazem fronteira
com lugar nenhum.
Tem um poço d´água
E Em cima de uma árvore
A maior de todas
Mora uma onça da cara pintada.
Ela Fica de butuca
Deitada em um tronco
Esperando algum perdido passar.
Já engoliu vários desavisados!
Coitados.
Mas haverá um corajoso
Que queira adentrar
Nessa mata...
Aliás,
Haverá é coragem o bastante
Para domar o bicho
Sem precisar matá-lo?
É a terra do zé ninguém.
Não é um deserto.
Nenhum coração é
Por mais que pareça cru.
O meu coração
É uma selva densa
Cheia de árvores
Altas e profundas
Que fazem fronteira
com lugar nenhum.
Tem um poço d´água
E Em cima de uma árvore
A maior de todas
Mora uma onça da cara pintada.
Ela Fica de butuca
Deitada em um tronco
Esperando algum perdido passar.
Já engoliu vários desavisados!
Coitados.
Mas haverá um corajoso
Que queira adentrar
Nessa mata...
Aliás,
Haverá é coragem o bastante
Para domar o bicho
Sem precisar matá-lo?
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