Eu nasci
Com um desejo de passarinho de voar
E com um medo humano de cair no chão.
Todos somos passarinhos construindo caminhos e ninhos. Transformando sempre o lugar onde estamos. Nunca estamos parados.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Eu sou alto.
Muito alto.
Tenho quase dois metros.
Onde eu chego
Chamo a atenção.
A minha altura é grande
A minha alma é grande
O meu sorriso é grande
Até o meu riso
É grande e alto.
Me chamam de gigante.
De poste
E de outras coisas.
Sou o ponto de encontro
Das festas.
Mas não quero jogar
Basquete.
(Sempre me perguntam
Isso, meu Deus)
Só quero tocar o céu.
Muito alto.
Tenho quase dois metros.
Onde eu chego
Chamo a atenção.
A minha altura é grande
A minha alma é grande
O meu sorriso é grande
Até o meu riso
É grande e alto.
Me chamam de gigante.
De poste
E de outras coisas.
Sou o ponto de encontro
Das festas.
Mas não quero jogar
Basquete.
(Sempre me perguntam
Isso, meu Deus)
Só quero tocar o céu.
Nasci com asas
A minha alma é assim
Sou mei passarim.
Mas se caí na terra
Também devo ser
Meio gente.
Eu tenho dúvidas
Até crueis.
Sou mei passarim.
Mas se caí na terra
Também devo ser
Meio gente.
Eu tenho dúvidas
Até crueis.
Dentro de mim
Eu guardo essa vontade
De voar.
Mas me dá um medo
Do que vejo embaixo
O chão.
Do alto ninho
Um passarinho canta.
De voar.
Mas me dá um medo
Do que vejo embaixo
O chão.
Do alto ninho
Um passarinho canta.
Uma vez...
A gente caminhava
e você me falou:
O céu do Recife
É mais baixo
Que o de Salvador.
Eu, que gosto do céu
Que quase sinto o sabor dele
Fiquei imaginando:
Será que lá(ou aí)
Se eu esticar as mãos
Poderei fazer desenhos
Com as nuvens?
e você me falou:
O céu do Recife
É mais baixo
Que o de Salvador.
Eu, que gosto do céu
Que quase sinto o sabor dele
Fiquei imaginando:
Será que lá(ou aí)
Se eu esticar as mãos
Poderei fazer desenhos
Com as nuvens?
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Cavucando o passado
Achei alguns poemas guardados..
2009
Menina com seu cavalo
Brinca um pouco de dançar
Com seu gato bailarino
E os escravos que fez
No ano passado
Rainha das mordidas
Agora é escrava da solidão
Não tem volta
Toda rainha acaba perdida
Sem amigos
Mas lá vem o seu pai
Pra brincar de cowboi
E o seu gato bailarino
Toda rainha malvada
Acaba mordida pela solidão.
2009
Menina com seu cavalo
Brinca um pouco de dançar
Com seu gato bailarino
E os escravos que fez
No ano passado
Rainha das mordidas
Agora é escrava da solidão
Não tem volta
Toda rainha acaba perdida
Sem amigos
Mas lá vem o seu pai
Pra brincar de cowboi
E o seu gato bailarino
Toda rainha malvada
Acaba mordida pela solidão.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Será que o amor...
Quando bate na porta espera trocar o sofá de lugar?
O fato é que a casa nunca continua a mesma.
O fato é que a casa nunca continua a mesma.
Toda gente
é uma pequena gota no rio da vida
Correndo pra fazer parte da maré.
Somos tão pequenos mas tão grandes
A obra que quer seguir a perfeição
O quadro pintado na terra
O passo que escreve no chão.
Quem chora é quem vai rir
Pelo menos um dia.
Hoje choramos pra acordar.
Acorda e segue
E não deixa de sonhar
Que a vida pede
Um pouco de pulmão no ar.
Correndo pra fazer parte da maré.
Somos tão pequenos mas tão grandes
A obra que quer seguir a perfeição
O quadro pintado na terra
O passo que escreve no chão.
Quem chora é quem vai rir
Pelo menos um dia.
Hoje choramos pra acordar.
Acorda e segue
E não deixa de sonhar
Que a vida pede
Um pouco de pulmão no ar.
domingo, 18 de agosto de 2013
AGORA VAI!!
Agora vai em Salvador: Rua das Artes especial com bate-papo com a Ana Thomaz sobre a arte e a desescolarização. Quem quiser conhecer os princípios de Ana Thomaz e da desescolarização, eu sugiro esse post no blog dela:
http://anathomaz.blogspot.com.br/2013/02/a-arte-da-vida.html
http://anathomaz.blogspot.com.br/2013/02/a-arte-da-vida.html
A odisséia da criação
Eu aposto que isso já aconteceu com você algum dia. Pois todo o verbo começou com um lápis dessa vez. Na verdade uma lapiseira de ponta 0.7 amarela como o sol. Esse lápis ou lapiseira(como quiser) era um danadinho: sempre inventava de perder-se quando eu queria colocar as palavras mais lindas do mundo no papel. E eis palavras querendo ir com uma avidez que me mergulha. Eu surpreso procurando o bendito nos dedos vazios. Ai meu Deus, como eu sou esquecido. E agora? Não posso sair daqui.
Olha, as poesias que eu ia registrar, todas uma a uma já foram plantadas na mente. Eu joguei água em cima da terra pra ver nascerem flores de várias espécies e espero aqui com impaciência o que vai surgir, já que eu não fui criado sabendo muito o que é esperar. Mas deixei ali e espero, já que plantei também algumas sementes de sabedoria de tudo o que eu já vivi. mas ele, ou ela, voltando ao lápis ou a lapiseira, havia de estar exatamente onde eu tinha esquecido, amarelo como o sol, naquele banco esperando a chuva e a colheita.
Olha, as poesias que eu ia registrar, todas uma a uma já foram plantadas na mente. Eu joguei água em cima da terra pra ver nascerem flores de várias espécies e espero aqui com impaciência o que vai surgir, já que eu não fui criado sabendo muito o que é esperar. Mas deixei ali e espero, já que plantei também algumas sementes de sabedoria de tudo o que eu já vivi. mas ele, ou ela, voltando ao lápis ou a lapiseira, havia de estar exatamente onde eu tinha esquecido, amarelo como o sol, naquele banco esperando a chuva e a colheita.
sábado, 17 de agosto de 2013
O quintal
Terra, folhas e flores.
Bananeira,
Uma mangueira
Um pé de maracujá
Com ramos
Beirando as madeiras
E outras plantas.
O fogão, pequeno
Fumegava de leve
No cenário.
A rede balançando
O céu
Tinha gosto.
E os passarinhos,
Ah os passarinhos...
Pousavam nos olhos
De quem deitasse.
Bananeira,
Uma mangueira
Um pé de maracujá
Com ramos
Beirando as madeiras
E outras plantas.
O fogão, pequeno
Fumegava de leve
No cenário.
A rede balançando
O céu
Tinha gosto.
E os passarinhos,
Ah os passarinhos...
Pousavam nos olhos
De quem deitasse.
Os meus olhos
São caminhantes e contemplativos
De todo o encanto que nos cerca.
Eles correm e voam pelo mundo
E eu os deixo livres.
Apenas os meus pés
Sabem acompanhá-los.
De todo o encanto que nos cerca.
Eles correm e voam pelo mundo
E eu os deixo livres.
Apenas os meus pés
Sabem acompanhá-los.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Estrela Cadente
A noite está limpa
E o tempo até
Meio chuvoso
Nuvens
Sonhos
Sentidos
Mas você
Que caminhou
Pelo céu dos meus
Olhos
Trás a Lua?
E o tempo até
Meio chuvoso
Nuvens
Sonhos
Sentidos
Mas você
Que caminhou
Pelo céu dos meus
Olhos
Trás a Lua?
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Desejo de passarinho
Qualquer dia, olha
Qualquer dia
Eu canto na sua janela
E quando você estiver
Distraída
Eu te roubo
Dessas burocracias
De gente
E nós vamos
Fazer ninho pelo mundo.
Qualquer dia
Eu canto na sua janela
E quando você estiver
Distraída
Eu te roubo
Dessas burocracias
De gente
E nós vamos
Fazer ninho pelo mundo.
Um rio...
Tem peixes, tem água
Pedras , terra no fundo
e corre.
Corre para algum lugar.
Será que um rio carrega
Sonhos?
Pedras , terra no fundo
e corre.
Corre para algum lugar.
Será que um rio carrega
Sonhos?
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Os dias de chuva
Sempre que chove
Eu sinto uma tristeza.
Acho que faz frio
Dentro de mim.
Desculpe São Pedro
São Lucas, Deus...
Mas frio não é comigo.
Gosto é do sol.
Do calor e da luz.
As crianças correndo.
Pessoas na rua.
Até aceito:
A chuva é boa
Os momentos e tal.
Mas na minha infância
Sempre que chovia
Eu rabiscava no chão
Um grande sol.
Era a minha forma
De pedir licença.
Eu sinto uma tristeza.
Acho que faz frio
Dentro de mim.
Desculpe São Pedro
São Lucas, Deus...
Mas frio não é comigo.
Gosto é do sol.
Do calor e da luz.
As crianças correndo.
Pessoas na rua.
Até aceito:
A chuva é boa
Os momentos e tal.
Mas na minha infância
Sempre que chovia
Eu rabiscava no chão
Um grande sol.
Era a minha forma
De pedir licença.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
A verdadeira mortalidade infantil
Está nesses adultos que deixam de olhar para o mundo com os olhos de descoberta.
Vai viver...
Que eu vou
Também.
Seja feliz
Seremos.
Paremos de pensar
Para caminhar.
E nas noites teremos
Histórias para contar
Um ao outro.
Também.
Seja feliz
Seremos.
Paremos de pensar
Para caminhar.
E nas noites teremos
Histórias para contar
Um ao outro.
domingo, 11 de agosto de 2013
Jardim de Deus
Os pingos chuva eles caem e molham meus olhos.
Deve ser porque eu sou assim, meio água,
Meio terra.
Se atinge é porque existe em mim.
Eu sou úmido
A minha alma é boa para semear.
Dentro de mim pode nascer de tudo.
Deve ser porque eu sou assim, meio água,
Meio terra.
Se atinge é porque existe em mim.
Eu sou úmido
A minha alma é boa para semear.
Dentro de mim pode nascer de tudo.
Os estados...
Podem estar longe.
Os formatos são diferentes.
As dores são diferentes.
Mas os corações estão perto.
Os formatos são diferentes.
As dores são diferentes.
Mas os corações estão perto.
sábado, 10 de agosto de 2013
Se eu sinto uma dor...
Ela vem de mim.
Eu sou um reflexo
De mim mesmo.
Não se deve culpar
O outro
Resolva de si.
Vamos nos conhecer
Vamos aprender
Com nossas diferenças
Como é bom ser.
Ser assim um pesquisador
Um orador interno.
Se ouvir, caminhar
Não culpar
Nem a você mesmo.
Cada passo da existência
Cabe no querer:
Querer ser bom,
querer estar bem
Querer o bem.
Calar e obedecer.
Cada passo é contado
No relógio de Deus.
Aceite, sorria e siga.
Eu sou um reflexo
De mim mesmo.
Não se deve culpar
O outro
Resolva de si.
Vamos nos conhecer
Vamos aprender
Com nossas diferenças
Como é bom ser.
Ser assim um pesquisador
Um orador interno.
Se ouvir, caminhar
Não culpar
Nem a você mesmo.
Cada passo da existência
Cabe no querer:
Querer ser bom,
querer estar bem
Querer o bem.
Calar e obedecer.
Cada passo é contado
No relógio de Deus.
Aceite, sorria e siga.
Seguindo
Ao piano
E a roda
De capoeira
De capoeira
Aliás,
Ao som e a terra.
Eu agradeço
Não. Eu gratifico.
Deixo a dor
Para nascer
E cantar.
Mãe, eu me faço
A cada pisada
Nesse chão
Batido.
Deixo a dor
Para nascer
E cantar.
Mãe, eu me faço
A cada pisada
Nesse chão
Batido.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Saudade
O vento trouxe
E já te levou.
Só o corpo
Porque ficou
Um pedaço
De você em mim.
Um grão de alma
Que não acaba
Que só se parte
Mas não morre.
Ah e ficaram
Aquelas conchas
Que esquecemos
Aqui.
E já te levou.
Só o corpo
Porque ficou
Um pedaço
De você em mim.
Um grão de alma
Que não acaba
Que só se parte
Mas não morre.
Ah e ficaram
Aquelas conchas
Que esquecemos
Aqui.
Poesia luz e leveza.
Eckhart Tolle - Como largamos o vício de pensar
Poesia, luz e leveza. É uma das minhas fontes.
Clique no link.
Eu vou te escrever um poema por dia...
E lembrar de cada passo do caminho
Se for pra você não me esquecer.
Dos cachorros
Sempre que ando
E quando por aí
Um cachorrinho
Aparece
Cruzando
A esquina
De uma ruazinha
Qualquer
Cruzando
A esquina
De uma ruazinha
Qualquer
Paro, admiro.
Fico encantado.
Fico encantado.
Acho tão bonito
O jeito deles
Caminharem.
Tão leves.
Tão soltos.
Talvez pensem
Talvez não.
Quem sabe?
Caminharem.
Tão leves.
Tão soltos.
Talvez pensem
Talvez não.
Quem sabe?
Mas é essa pureza
Tão contemplativa
Tão contemplativa
Que talvez
Falte a nós homens
Para sorrirmos
Igual aos cachorros.
De Ser-poeta
Ser poeta é como ter asas para voar para dentro dos mares e para além dos
céus. É saber ser criança. Aliás, o poeta aprendeu a ser criança.
Arranca de si um pedaço da pele, pega as flores de algum canteiro no mundo que vê, um punhado da água no mar e mistura com um pouco do céu e sol. Estrelas, nuvens, guarda-chuva, caderno, lápis, pirueta, pirulito, maxixe, feira, menino, ferradura, sino, sina, casa, arroz, mesa. Enfim, transforma isso tudo em palavra. O poeta é a palavra. Debaixo do travesseiro é
onde eu guardo a poesia.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Danny Kaye
Ele dança no ar
Ele voa e revoa
Como um anjo
Com as asas nos pés.
Os meus olhos
Ele os acompanha.
Cada movimento.
A sua expressão
O seu corpo.
Presto atenção.
Fico atento
E até tento imitar.
Gosto do que é vivo
Mas certos mortos
Certos mortos
Nunca deixam
Nunca deixarão
De existir em mim.
Ele voa e revoa
Como um anjo
Com as asas nos pés.
Os meus olhos
Ele os acompanha.
Cada movimento.
A sua expressão
O seu corpo.
Presto atenção.
Fico atento
E até tento imitar.
Gosto do que é vivo
Mas certos mortos
Certos mortos
Nunca deixam
Nunca deixarão
De existir em mim.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
E eu olhei...
Olhei, olhei e comparei.
Eram seis conchinhas
Da Ilha de Maré
E nenhuma se igualava
A beleza azul dela.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
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